domingo, 26 de março de 2017

o poeta é demasiado humano
tem inveja dos passaros
por nao poder voar
de correr como rio
e transbordar
soprar
como as ondas do mar
em tempos de amores liquidos
eu faço doce
ai de mim ai de mim
que sou assim
quando chegamos aqui
tudo já estava aniquilado
de alguma forma nesse mundo
só havia uma escolha para nós
pois os caminhos da morte eram muitos
e quanto mais cresciamos em pensamento
mais nos dávamos conta da deformidade
a cobra engolia o proprio rabo
e não saciava a fome
desespero urbanista
consumo solitário
desse tempo
as Marcas
segredo
esta na cara
não quer se mostrar
escapa pela janela
vai passear
sem faz de contas
os olhos irão de entregar.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Chega se até o meio
Da avenida e se da conta
Que já se perdeu uns sorrisos
Usando sibutramina e ritalina
A gente vem recordar na metade do mes Que mais que carne eu sou rei
Aqui se encerra um caminhar
Acorda  pra danÇar
O tempo é um Deus profano
Que vai mostrar o passo
Diferente no espaço
Para quem tira a coroa antes do fim
Para ser seu par
Carnaval

domingo, 5 de fevereiro de 2017

InquietaÇao

Um olhar
Dentro do tempo
Palavras pelo chão
Que parecem em vão
O valor das ciências
Nesse lugar de obstrução
Nada de direito em igualdade
A medicina que salva só uma parte
A sociologia que não sabe a verdade
Desse caco de humanidade.
A inquietação é um cão perdigueiro
Que vai nos espreitando o tempo inteiro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Quando chove no Piauí
As árvores cantam
Pássaros se banham
Os bichos se soltam
Gorjeios coachar e grunido
Saem do canto
Tem muito sorriso
Mas o guarda florestal
Nada eternecido
Avisa que há perigo
Sendo assim passeio ali
Só se for acompanhando
E todos voltam sós
Para suas gaiolas.