quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Eu sou pássaro
Tu também
De manhã voamos

De noite voltamos.
O que passou
Penas caídas
O que tem aqui,
Presente!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A metade part-ida de mim

Aprendi com a vida
Que não posso odiar
Uma parte de mim...
E tu como metade de mim
Permanecia dentro do amor
Silêncioso, tranquilo
Em outra metade impulsivo e apaixonado
Mas sem a angústia da perda
Pois me eras como parte não como braço, nariz...
Mas genética!
Assim não poderia odiá-lo
Já que não poderia perdê-la.

domingo, 12 de outubro de 2008

Hoje e as cores

Hoje, acordei menos poeta mais cronista, talvez por influência do Rubem Alves, lembrei-me também do Rogério Newton e de um amigo ausente que me traz muitas saudades, figuras que sempre me lembram algo como flores, pois bem, hoje, eu acordei diferente, lembro de outros tempos em que me senti assim, tempos que sofri muito e senti uma grande paz começar a entrar em mim, não invadir, mas entrar suavemente, tranqüila, como que amanhecendo... Hoje parece um dia assim meus olhos internos estavam mais aguçados, como sou uma pessoa que acredita na oração procurei meditar e rezar, os meus olhos me levaram pra sacada me guiavam pra vista da pracinha que é tão florida e ao longe se pode ver as tantas borboletas voando! Depois das minhas orações lá fui eu ainda em estado meditativo, má fotógrafa que sou sob a luz tão evidente da manha fotografar! Cada foto de flor que fazia era uma de mim, são fases da vida... Pequeninas lilases, moçaendras exuberantes, vermelhas com frutinhos, rosas singelas e frágeis, amarelas suaves... Em cachos ou pendendo só! Negros besouros reluzindo! E as borboletas! Ah como são inquietas, às vezes só, às vezes aos pares, difícil se aproximar delas, é como gente que está pra nascer de novo...

Notei a falta da cor branca... lembrei-me que em casa tenho uma roseira-menina de flor branca. Um jardim! E os meus olhos internos não sei por que me levavam a pensar na saúde: as cores, as borboletas, as flores, a transformação, a vida! Talvez por que meus olhos já tenham visto muita coisa ou talvez por que minha vista seja simples mesmo, só sei que as minhas orações pela manhã foram pra agradecer... Saúde!

Mesmo nas tormentas e atribulações, de manhã ao acordar haver uma mesa farta de dor meus olhos percorrem-na e leva meu ser a passar um cafezinho simples e fazer um banquete de orações e cores, na fé da transformação! A ter gratidão a esses olhos interno que chamo de Deus e que me mantêm com saúde!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Por mais longas que sejam as colinas
Que tenho a escalar ou a queda do pico
Ou do meio dos caminhos
Eu não terei medo
A minha casa é meu coração
E não regras que criaram para mim,
Eu não terei medo
Nem dos jogos, nem do tempo...
Ou de deixar a casa pra traz
Por que moro em ti, meu coração,
E aí minha vida pulsa...
E percorre todos os lugares.