quinta-feira, 20 de novembro de 2008

novembro

Sou eu a ladra de mim mesma
Ou tua espada me mutilou?
É teu ópio o passado
Ou o meu a culpa?
Quem sabe o que nos deixou...
Um cheiro de aurora regada a hálito de café
Um vento sacudindo as moçaendras
Teu gemido velado
Lençóis revirados
Um gosto amargo
Um leve passado.
Sou eu a ladra de mim mesma?
Ou tu escondes o bálsamo?
Clitóris castrado
O semêm congelado
Meu útero inflamado
A língua que não desliza, fere.
Sou eu a ladra de mim mesma
Quando arranco de mim um pedaço
Pra seguir outro caminho em que também haverá tropeços?
Ou é tu o juiz que me aprisiona sobre a acusação da culpa e do abandono?
Sou eu a ladra de mim mesma?
Que colho flores na solidão e enlouqueço de saudade
Ou tu que não suportas a ausência de um pedaço de mim?
Roube-me, por favor,
Mas não mate.
Não sei viver sem amor.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ao deus que separa e une os amantes...


Os homens brigaram com o tempo e achando-se donos da razão inventaram o relógio. Queriam prender-lo sem perceber que a ele não se prende nem se controla em horas, minutos, segundos até mesmo meses ou anos... O tempo na sua sabedoria transformou então a artimanha humana em sua própria armadilha. O homem tornou-se refém do relógio! E o deus tempo continua livre por aí abençoando os alegres, os que sofrem, a arte e embalando os que amam!