terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Novidade

Novidade é moda,
Sonhar cidades imaginárias
E cousas admiráveis,
Sentir o novo!
Mas não há sabor igual,
Ao meu e o teu,
Encanta-te com pessoas novas
E com as velhas também,
Mas nenhuma delas te ama como eu.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu, meu pai.

Pai preciso escrever-te,
Eu te enxerguei:
Fizeste tuas escolhas,
Escolheste causas,
Cometeste teus crimes
Foste por caminhos,
Sem saber ao certo onde daria
Até tuas mãos de cirurgião
Pararem numa mesa de cirurgia
Querido pai, apagou de repente!
Não levantaste mais Hailton,
Fim dos sonhos do homem.
Prescreveste em papel do teu cigarro,
Corrias pras biqueiras das chuvas,
Lia ao amanhecer.
Meu querido pai, imortal em mim,
Que fiz parte do teu caminho
Andando com minhas próprias pernas,
Hoje, acordei amando-te mais ternamente,
Vi o homem além do pai,
E os sonhos além tempo, vida e morte.