sábado, 31 de janeiro de 2009

O nosso sexo me cái
Como um bicho-gente
Corpo, carne, fantasia
O quarto fica completo,
Coragem de libertar manias
Um empurrão na sensibilidade
Desejo de tê-lo
E amá-lo demais por inteiro.
Assim como a noite
Abraça meu corpo
Afaga os pensamentos
Acalenta os olhos
O raiar do dia
Cresce nas minhas retinas,
Encanto de aurora,
Invade minha ausência.
Amar inunda meu ser,
A liberdade é o mar
E o cheiro de maracujá
Que se encontra dissolvido
Nos lençóis e nas ondas do meu lar.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Pode o tempo me roubar a beleza
Os anos a segurança dos passos,
E a força da minha mente
Pode o homem me roubar
A vontade de viver mais um dia
Um tanto de orgulho
Pode até o mundo me tirar o futuro
Mas nada, nada
Tira-me a liberdade,
Rouba esse meu jeito de amar
E ser poesia.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pequena


Amar foi um dia
O cotidiano em poesia.
Assim raiou:
Te apressas para o trabalho
Continuo na cama
Sonhando preguiçosamente derramada
Como os raios da aurora,
Na minha boca o cheiro de café
Lembra-me que sou única,
Apesar, de também ser você
E você se foi no silêncio
Ficaram as carícias não sentidas
Que sopro para que o vento e a poesia te leve
E tragam de volta
Seus passos firmes de outrora
Suas noites de sono, minha companhia,
De sonhos que compartilho,
De um dia em que talvez vá ver
Teus olhos quietos e ternos
Sem a angústia de se saber perante o mundo,
Teu ser tocado pelo amor profundo
Que transforma em bálsamo suor, lágrima e saliva
Fazendo da com-paixão a onda em que te balanças comigo
No sentir sem fim ou porque,
Pois é em si mesmo o fim, amar sem fim
Gozo pleno sem morrer,
Sem ser preciso dor pra continuar viver
Da separação pra ter grande valor
Despedir-se mais cedo
Por medo de viver
Nem de perdão pra poder renascer
E se sofrer, há os aconchegos na rede
E quem sabe harmonia...
Amor meu, patrimônio i-material do meu viver
De passado, presente, do perdido, agregado e vivido
Por amar transformo meu ser, vivo!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Deixo que a chuva do Nordeste
O cheiro do café, leves
E vá buscar
No humanamente divino silêncio
Ao dado desamor que se dá.
Se formas muitas vezes não sei de amar
Deixo-me sublinarmente como vento cantar
Para que seja sublime meu calar
Doce forte modo de cultivar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009


SE A PAIXÃO DESINTEGRA
PODE O AMOR MORRER
TAMBÉM ACONTECE
DE ENTRE A CHUVA E O SOLUÇO
RENASCER,
POIS O SOLO MARCADO PELA FATALIDADE
PODE SER ESTÉRIL
COMO PODE A DOR SER ADUBO, FÉRTIL.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Convidou-a a entrar
Cheia de esperança ela adentrou
Oh e ela caiu,
Será que Deus brincou
Quando avisou que tivesse paciência?
Ou o céu estava vazio?
No peito dela há perfumes
Das pétalas que encontrou
No vazio é que nada há
Além de nada e dor.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A música que lembra você
Esta dentro de mim
Aflora na pele,
Unida ao vento, toca
A natureza e seus mistérios
Ficam mais belos
A vida que às vezes parece vã
Seus limites são mais ternos
Eleva a Deus, amor.