terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Liberdade
Liberta-me do mundo
Das tiranias dos homens
Liberta-me do medo e da fome
Da aspereza de nomes
Do fantasma do escuro,
Ser humano,
Suavidade além de dureza,
Liberdade
Seu limite em si
Consciência de consentir consigo,
Sua verdade.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Profundamente transcendental

Fundo do mar
No meio do escuro
Há de se transar uma luz
Além do etílico, comprimido
E de nossa dor,
Pois que há na minha retina um enigma
Que desvenda você,
E na tua clara felicidade
O meu cotidiano indefinível
Numa grande história,
Felicidades e estragos
Que nos levam pra o mar absoluto
Ou a algo gélido quando se fala perdido...
Enxergar na escuridão
Nem sempre foi do teu feitio,
Mas como não há truques,
É transcendental,
No por do sol minhas lágrimas haverão de iluminar,
Sorrisos tranqüilos consentiram que fosse alcançar,
E na noite ofereço-te o brilho das estrelas do caminho,
Mais tarde o meu leito quente,
Mas isso, hoje, me faz sentir um peso,
Da embarcação pesada que esta a me aportar,
No entanto, definida está a direção,
Contigo acender uma chama.
Exercer sem fantasia,
Ser porto.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Mais do que só se finda gastando

Inerente alimento de sofrer,
Corte profundo
Ato de agonia,
Vontade de devorar o dia,
Dores letais da paixão
Reparo de um crime de traição
Dissabor da carne fria,
Findam-se gastando.
O que assim não tem fim,
Não se compra nem vende,
Mais dar e receber
Além de jóias e comodidade,
Mais que vaidade,
Que a dor de perder,
Que a marca caleidoscópica
Que fortalece ou embrutece o ser
Mais que ânsia por esquecer
E o próprio sutil esquecimento
Instinto de viver
Mais que jogar os dados
Que a recusa de conta a pagar.
Entrelaçar vidas,
É pacto de sangue
E sumo de energia.

sábado, 7 de fevereiro de 2009


Estou mais ensolarada
Menos lua
E ainda continuo a espera sua
De um amor que seja mais que a promessa
Tenha a coragem de permanecer, crepuscu-lar
Que diante do tédio invente um passo de dança
E do ódio reinvente a vida
Sem se deixar morrer completo,
Pois eu espero...
Hoje a forma mais amativa de tê-lo
E o quero até quando estivermos antigos!
Eu sei, aí ainda pulsa
O encanto de amar
Na espera que nada mais é
Que escutar o silêncio
Que se ausenta
A despertar, mas amante ainda...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Planejamento participativo

Na verdade difícil é tocar
Nas raízes profundas
Compreender no fundo o que foi
E que afundando não voltou,
Emergindo voou,
Há de se mudar
E em si perder e ganhar
No limite,
Sem culpa.
Se deste completo
E sentiu-se impotente,
Não andaste só,
Havia o abraço o tempo inteiro
Que não enxergou,
Se sonhando foi incompleta
Não que houvesse sido irreal o sonhar
É que toda sendo sentimento
Jamais aceitou o esquecimento.
Nasceu assim na dor a ousadia
E a esperança,
Edificação de mais um dia,
Mesmo partindo
Quando resolvi ficar
Chegamos a um lugar,
Unimos sempre gênios singulares
Que sendo gêmeos, arriscando morar na sobra e luz
São complementos nas idéias e ondas de amar.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


Pra falar em ternura
É que pensei nos versos
Em meio a tantos que escrevi
-Amor,
E fiz uma receita,
Sem quantificar,
De coisas que sinto
E não sei nominar,
Presente de saudades,
Pra ti dar de
Um sorriso,
A forma de encantar que não passou,
Um lenço ou lençol,
O perfume que nem o tempo apagou,
A camiseta velhinha,
A maciez da presença antiga,
Um cheiro de mar,
O jornal amassado pelo vento,
Uma saudade,
Um rebuliço do que não se foi,
Uma oração,
Arte fina e simples
De nos encontrar,
Uma fome ao meio-dia
O alimento das minhas mãos,
Um cochilo,
Corpos cruzando o fim
E o infinito...
Acordes musicais e letras de introspecção
Nosso café com leite
No final da tarde.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Posso sim amargar um tanto,
Sentido por romper,
Hoje, até acusar-te de quebrar
A lealdade que também estava em teu poder
Leal-idade de andar por um tempo
Com nosso sofrer,
Não de correr
Com esse pedaço de nada,
In-sensatez de deixar morrer
Matar metade do querer.
Andar partido,
Chutando cacos pelas ruas,
É mais que poder
Passear por uma construção de ilusão.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Quero fazer par com você
Pra dançar o carnaval
Mesmo que não pules
Eu brinco
Enquanto vais colocando um menino nos ombros,
E pra me amar também fraternalmente
Por que veja lá que não sou de ferro
E posso adoecer
Então você que gosta de me trazer um disco
Faz também uma comidinha que eu irei derreter
Pra gente dormir sonhando,
Nas suas longas viagens eu orando
E pedindo a Nossa Senhora
Pra te proteger e que te traga logo de volta
E se houver pesadelos
A gente aperta as mãos
Ou dormi no telefone balbuciando:
Amor, eu tive medo.
Ah e nos dias que se demorares demais a chegar a casa,
Eu provavelmente estarei uma fera,
Então dê lá seu jeito de reparar nosso jeito de viver
Sem dizer que dessa guerra e paz já se cansou
Ah e pode ter certeza que apararei teus erros e defeitos
Com silêncios e aconchegos,
Ah amor escuta-me a essência da vida é luta
E é tão gostoso viver com você.