sexta-feira, 13 de novembro de 2009

o mundo não mais assusta
não há medo da torre de marfim
nem acredita-se em castelos de jasmim
se o que a hipocrisia veio castrar
grava-se no peito carmim...

nas ruas tortas
uma casa nua respira
mais que higiênica e sexual
e desfaz-se das ratoeiras
queima um milhão

não ha alma nem só corpo
ter fome e pão sem terço na mão
e o homem que já não chora de inanição
por periferias correndo cinzas pelo chão
acorda com uma terra em construção.

sábado, 7 de novembro de 2009

refletir o capim
de manhã em verde macio
sem temer a foice do homem
refletir um cheiro de pasto ou de flor
nas terras que não foram dos avôs
envergada pelo vento
que com seu sopro
imprimi toda cor