quarta-feira, 5 de maio de 2010

foi vento
que passou
soprando
no ouvido amigo
fariam filho
uma guria
e um livro

o tempo
que sonhou na janela
voando estudante
no meio da tarefa
do princípio
fez-se
senti-nela

pouso no saber
da dialética
dilacera mente
ofusca gente
de residente aprendiz
pose de idéia
sopro ideal

foi chuva
na favela um risco
de crescer
Entre
Educação
a práxis
e o vício.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Vi o comunista virar burguês

O idealista freguês

A mente sair só

Corpo virar pó

A família

Nós

Nos nós

Des-fez

A saúde.

Bicho, cadê você?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Uma carta
que dissesse o quanto um coração sobressalta
diante de decretos para que não haja fome
com os quais não se comprometem
o homem
Companheiro desterrado
retirante do mundo inteiro em busca de sossego
inundado de Sobral Aracaju a Rio de janeiro
por conta dos engenheiros do dinheiro
e lei
que precisa existir
para da mulher não se subtrair
a liberdade
E dos filhos delas não correrem os pais do abandono
Terra querida não deixa desvalida
o quê sabe das cores das açucenas girasóis e margaridas
das sombras das aroeiras imburanas juazeiros
do perfume azul nas águas que molha os sonhos
a mercê dos medos
Levando bem querer verdadeiro
inunda os que a tocam
abolindo o cinza
Que concreto seja mais vida
e faça do ser humano mais larva árvore
um bicho mais inteiro

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Por favor, um hífen...

Ensolarado de peixe grelhado
sob uma árvore
meio dia ventilado
nos passos do mais tarde
quente-gelado
Papel de passagem amassado
no atraso dum traço
Português incerto
enlaço

(hifenizado?)

domingo, 21 de março de 2010

Devagar
entre
por debaixo da porta

chegue
dentro do leito

estabeleça
suas digitais no peito

enlace
seu verbo ao lado

peça
um alvorecer

comporte
água e ar
na sede

segunda-feira, 8 de março de 2010

a T.Z. e minhas queridas amigas...

não seria dia 8
e ainda seria desigual
havia flores que não eram rosas
arranjos que não são os da moda
versos na geladeira debaixo de imã na porta
de entrada para o dia humanidades
dia D mulher c(s)em homem
mulher s(c)em filho
mulher de mulher
ser

domingo, 7 de março de 2010

ins-tinto

molha os lábios

demi sec

introduzindo

na boca

o vinho

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Insatisfação

A T. Chaves

Mudou o tempo
Capitalismo comeu a gente
Mudou o dia
Nada sobrou da alquimia

Os dedos são rosas vermelhas
Sangrando pela tensão

E a máquina continua produzindo

O Trabalho
Para saúde da família

Na residência o moe-dor
Vai triturando a carne nova

Mas, ninguém morre de agonia
No sábado rosa

Carnívora.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

a N. slz

sapatinhos vermelhos
saíram de casa
pelo meio dia

na sacada
a fumaça e café
dançaram

o cair da tarde
não isenta de nostalgia
cantando Billie

A-deus
rosa branca
adeus rosa verde

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Lave leve

Chuva da tarde

de verde e amarelo

O tempo da saudade