segunda-feira, 12 de abril de 2010

Uma carta
que dissesse o quanto um coração sobressalta
diante de decretos para que não haja fome
com os quais não se comprometem
o homem
Companheiro desterrado
retirante do mundo inteiro em busca de sossego
inundado de Sobral Aracaju a Rio de janeiro
por conta dos engenheiros do dinheiro
e lei
que precisa existir
para da mulher não se subtrair
a liberdade
E dos filhos delas não correrem os pais do abandono
Terra querida não deixa desvalida
o quê sabe das cores das açucenas girasóis e margaridas
das sombras das aroeiras imburanas juazeiros
do perfume azul nas águas que molha os sonhos
a mercê dos medos
Levando bem querer verdadeiro
inunda os que a tocam
abolindo o cinza
Que concreto seja mais vida
e faça do ser humano mais larva árvore
um bicho mais inteiro

1 comentários:

Matheus Mendes disse...

HUHUHU! Demais!
Essa é minha irmã poeta!