sábado, 22 de outubro de 2016

Doninha Do Carmo
Enquanto o cafe vai bulindo
Sobe a agua
Voa o cheiro
E a casa perfumada toma um jeito
De quem adoça o dia
Com o âmago da vida
Esse estalo no fogo
E a cantoria do amanhecer
O meio dia forrado de pão
O sino das seis apitando no fogão
Café com toda gente da terra
Pra ser gente da terra
Na casa onde o fogão
Tinha muito mais que seis bocas
Eram doze, vinte bocas de meninos
E quando o tempo foi correndo debaixo dos cajueiros
As cadeiras tomaram lugar
Nas calçadas da primeira casa de OeirasNOva
Em tanta prosa que o mundo despontava
Como historia dos livros de romance
Da estante sempre disponível na casa da avó
Recheado de bolos um sábado cheio de aroma
De Doninha que dessa obra
Vive como árvore frondosa
Sempre florida de sorrisos
Orvalhada com ohos rasos
Dando sombra a quem passa
Frutificando quem encosta.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A clareza
Sobrenome da magia
Contrasta com as águas claras
De teu sabor

Uva maga
Que crava de estupor
Essa véspera pouco rara
De um céu travo de rubor

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A estrada é longa
Do tempo comprido
Andando nessa terra de palha

No colchão sem molas
O fim deita com a solidão
A espera de cumprir um destino.