segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Tente me encontrar
Num café ou um bar
Na igreja ou no lar
O que vale
É sair do lugar

domingo, 13 de agosto de 2017

Nem tanto a frente
Que não tombe para trás
Olha a água que cai
E o sapo que pula
Parece que sabe onde vai.

sábado, 5 de agosto de 2017

Abaixo a ditadura das mulheres perfeitamente construidas
De carnes talhadas pelo fio de navalhas
Que caia a feiura encarnada
Em forma de beleza emplastificada
Que a grandeza de espiririto seja ainda louvada
E a vida mais apreciada
Que a natureza morta

sábado, 15 de julho de 2017


Temporal
Era uma menina
Correndo na chuva
Abrindo caminho
Como que sorrindo luzes
Gotas tropeçando no mundo
Arrastando o escuro.

Chuva ficava gelada
O caminho se apagava
Nesse tempo de água
Voltar para casa
É encontrar um livro
de mil páginas
Rasgadas.

sábado, 8 de julho de 2017

quando sinto a finitude
minha pele se arrepia

nascer predestinada
ao ar voltar

a beber na agua do mar
saciar a sede

de tudo que se desfez
ao tocar

a vida

Mar cósmico
De uma combustão sudorípara

Transmissão microscópica
De elementares decompostas

Urge orgânicamente construída
Em explosão molecular

a vida.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Velhice
Um dia nos tornaremos velhos
Livros de paginas carcomidos
Um papel amassado
Foto amarelada
Um dia nao existira mais a carne
As paginas deterioradas
O papel consumido
A foto estraçalhada
Por cupins que também nao existirao
A rede que sustenta essa imagem também caira abandonada
 Apodreceremos cada um ao seu dia
Se o dia ainda houver os vermes pra te comer
 Parai agora e olhai o velho
 Antes de seres um velho a apodrecer
Anonima
Nua se entrega as ondas do mar
E nada para nao chegar
Ela anda pela rua como canto
Sem pedir para passar
Sabe ser tua como a lua é do lar
Se alonga pela mata escura
E dorme no cansaÇo como o rio
Corre no leito sem parar
Mae de estrelas da noite sem luar
Seu brilho é pra ninguém
Quando nao ves
Te olhar.
Andas sumidas. E os dias iguais. Enquanto te espero. Sei que me sondas. Paro. Desco. Zamzando. Vou ao teu encontro. Nada encontro do lado de fora Onde estao suas ordens imperiais Entao, me volto, olho pra dentro. E tu dizes Nao me vez Do teu lado de sombra E ainda estou aqui No canto que te sobras Nesses dias tao iguais. De sol.
Da perversidade da educação
Hoje o menino disse
Não pintar de rosa
Que é cor de menina.
Se o melhor é brincar sem regalia
Quem foi que separou as cores da infância?

domingo, 26 de março de 2017

o poeta é demasiado humano
tem inveja dos passaros
por nao poder voar
de correr como rio
e transbordar
soprar
como as ondas do mar
em tempos de amores liquidos
eu faço doce
ai de mim ai de mim
que sou assim
quando chegamos aqui
tudo já estava aniquilado
de alguma forma nesse mundo
só havia uma escolha para nós
pois os caminhos da morte eram muitos
e quanto mais cresciamos em pensamento
mais nos dávamos conta da deformidade
a cobra engolia o proprio rabo
e não saciava a fome
desespero urbanista
consumo solitário
desse tempo
as Marcas
segredo
esta na cara
não quer se mostrar
escapa pela janela
vai passear
sem faz de contas
os olhos irão de entregar.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Chega até o meio
Da avenida e se da conta
Que já se perdeu uns sorrisos
Usando sibutramina e ritalina
A gente vem recordar na metade do mes
Que mais que carne eu sou rei
Aqui se encerra um caminhar
Acorda  pra danÇar
O tempo é um Deus profano
Que vai mostrar o passo
Diferente no espaço
Para quem tira a coroa antes do fim
Para ser seu par
Carnaval

domingo, 5 de fevereiro de 2017

InquietaÇao

Um olhar
Dentro do tempo
Palavras pelo chão
Que parecem em vão
O valor das ciências
Nesse lugar de obstrução
Nada de direito em igualdade
A medicina que salva só uma parte
A sociologia que não sabe a verdade
Desse caco de humanidade.
A inquietação é um cão perdigueiro
Que vai nos espreitando o tempo inteiro.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Quando chove no Piauí
As árvores cantam
Pássaros se banham
Os bichos se soltam
Gorjeios coachar e grunido
Saem do canto
Tem muito sorriso
Mas o guarda florestal
Nada eternecido
Avisa que há perigo
Sendo assim passeio ali
Só se for acompanhando
E todos voltam sós
Para suas gaiolas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O homem desprevenido

A gente se gosta
O amor que existe entre nós
É independente da gente
Caminha, come, tanto sorri como chora
Uma missão que nunca termina
Enquanto se tem o filho
Mas ele já tem seu lugar nesse mundo
E agora de nós o que resta?
Tem uma infinidade de coisas
Pra reaprendermos juntos
Nossas mancadas pra rirmos muito
A ignorância de um na luz do outro
Pra fazer esse fogo ser alimentado
Olha pra nós, parceiro
Você é o som e eu a letra
Mas qual será a música
Se há tanto silêncio
Na beira desse abismo
E eu vou te empurrar
Se você não cantar
Enquanto o vento balança nossos corpos
Vi você me atirar
Quando olho para abaixo dos meus pés
Vejo a queda livre
E o vazio
Mas há os dragões sobrevoando lá embaixo
Cada um de nós precisa ganhar
Acreditar mais uma vez em nós
Por que os dragões se entendem
Nós é que nos atiramos sem destino

Praia de Macapá, fevereiro de 2017

Em busca de refúgio
Enraizou se profundamente
De minhocas
A todos os tipos de elementos
Veio veio arrastando se na terra
E foi para o mar
Como fez a árvore cabeça de vento
Sombra para as conchas
Quebrando na areia
Como os cabelos
Tingidos pelo azul
Suspira as ondas
A árvore uiva
Os homens podam
Quando pisam
Estraçalham as conchas
Mas um braço de mar
Vem nos abraçar
Em Macapá 
Criar é uma ansiedade sem fim
Como uma jasmim que nasce
Morro em mim
***
Ele e ela
Relâmpagos cruzando
Com trovoadas lá fora
Dentro só o ronronar
Um pêlo no tapete
E o silêncio da alma
Coachando e cantando
Ele dorme
No meio da canção de ninar
E o silêncio dela acorda.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Foi a última valsa
Nina cantando feeling good
Liberdade e luta
Ainda sei como sentia
Consigo perdeu na queda de braço
Com ele perdeu a dança
À noite não há pássaros voando
E o escuro dos olhos
Iluminam o salão
Quando os pés deslizam
Em busca da solidão
A dois

domingo, 15 de janeiro de 2017

Nunca esteve só
Mas sempre se sentiu sozinha
Ela não era rosa nem espinho
Tinha medo do seu caminho
Tão dolorido quanto mesquinho
Nem escrava nem senhoria
Uma menina faminta
Calma nessa terra rala
És tu o que te come
Com fome de amor e alegria
E o que mastigas é a vida
Entre os dentes escorrendo
Um filete de sangue
Ainda te pegaram de bobeira
E na fotografia sairá vermelha
Pois que se sabia cheia de afeto 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017


Meu sangue é minha calma
Tudo que corta na carne
Tatua minha alma

És tu eu e eu sou tu
Sol brilhante
Sem cessar

Somente um