segunda-feira, 5 de junho de 2017

Velhice
Um dia nos tornaremos velhos
Livros de paginas carcomidos
Um papel amassado
Foto amarelada
Um dia nao existira mais a carne
As paginas deterioradas
O papel consumido
A foto estraçalhada
Por cupins que também nao existirao
A rede que sustenta essa imagem também caira abandonada
 Apodreceremos cada um ao seu dia
Se o dia ainda houver os vermes pra te comer
 Parai agora e olhai o velho
 Antes de seres um velho a apodrecer
Anonima
Nua se entrega as ondas do mar
E nada para nao chegar
Ela anda pela rua como canto
Sem pedir para passar
Sabe ser tua como a lua é do lar
Se alonga pela mata escura
E dorme no cansaÇo como o rio
Corre no leito sem parar
Mae de estrelas da noite sem luar
Seu brilho é pra ninguém
Quando nao ves
Te olhar.
Andas sumidas. E os dias iguais. Enquanto te espero. Sei que me sondas. Paro. Desco. Zamzando. Vou ao teu encontro. Nada encontro do lado de fora Onde estao suas ordens imperiais Entao, me volto, olho pra dentro. E tu dizes Nao me vez Do teu lado de sombra E ainda estou aqui No canto que te sobras Nesses dias tao iguais. De sol.
Da perversidade da educação
Hoje o menino disse
Não pintar de rosa
Que é cor de menina.
Se o melhor é brincar sem regalia
Quem foi que separou as cores da infância?